terça-feira, 18 de novembro de 2008

Exercício de Jornalismo Científico

1. PROPOSTA
Leia o texto do pesquisador Sérgio Danilo Pena, publicado na seção “Tendências e Debates” da Folha de S. Paulo, em 2006, sobre o conceito genético de raças.
Leia o comentário da bióloga e divulgadora Maria Guimarães, publicado no blog Ciência e Idéias, em 2007, e acesse as páginas referenciadas por hiperlink (Crtl).
Redija, então, um comentário jornalístico de 20 linhas de forma a contribuir nessa discussão. Publique o comentário no seu blog. Se quiser, use hiperlinks.


O meu negócio é etnia

Toda a discussão em torno do termo e do tema “Raça” não faz mais sentido -- não só como argumenta Maria Guimarães-- em relação ao Brasil, como também no universo científico. Desde os princípios da era genômica ficou claro aos cientistas que esse conceito não poderia ser validado. Basta tomar como exemplo as diversas “raças” de cachorros existentes.

Genéticamente, por mais diferença que apresentem em seu fenótipo, todas são simples cachorros. Obvio que existem algumas poucas diferenças entre uma população e outra mesmo dentro de uma única espécie. Algumas são mais propensas a um certo tipo de doença, outras mais adaptadas a um tipo de alimentação ou de clima, no entanto, desde que em contato podem interagir e, mais além, seus indivíduos podem se reproduzir entre si. A raça vai por água abaixo!

Outra aspecto importante, na colaboração dessa discussão, é o fato de que na biologia não se fala em raças, mas em subespécies. Essa classificação é científica e segue a norma proposta por Lineu e adotada pelos taxonomistas e filogênistas. Entretanto, descobrir e comprovar a existência de uma subespécie é um processo tão complexo quanto a descrição de uma espécie e de um gênero.

Aparentemente toda essa discussão foi gerada em relação à adoção de políticas de ações afirmativas e de cotas “raciais” nas universidades brasileiras. O que mais assusta é pensar que existam pessoas teóricamente “qualificadas” travando um debate com argumentos tão equivocados. O primeiro erro é tratar origem étnica como origem “racial”. Logo em seguida, cometem o erro de excluir dessa discussão às condições sociais a que estão submetidas as “raças”.

Contudo, o aspecto que mais assusta encontrar referências claras de idéias amparadas no decrépito Darwinismo social e, em sua oposição, o vago discurso da mestiçagem da elite brasileira.

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