UNIARA – Curso de Jornalismo
Jornalismo Científico
Exercício: Redija títulos e subtítulos para as noticias a seguir, conforme indicações.
Homero, o historiador-astrônomo
Pesquisa norte-americana revela que pensador grego também era conhecedor do céu
[Subtítulo de 70 a 80 caracteres]
da Folha de S.Paulo
Historiadores, escritores e arqueólogos debatem há muito tempo sobre até que ponto a literatura da Grécia antiga é uma fonte histórica confiável. Se os relatos sobre o que ocorria na Terra naquela época ainda deixam margem de dúvida, porém, astrônomos acabam de mostrar que o grego Homero descrevia com grande rigor cronológico o que ocorria no céu. Um massacre descrito em sua "Odisséia" provavelmente aconteceu logo após um eclipse em 16 de abril de 1178 a.C.
A data --que se refere a um evento supostamente ocorrido dez anos depois da guerra de Tróia-- surgiu dos cálculos de uma dupla de cientistas da Universidade Rockefeller, de Nova York. Constantino Baikouzis e Marcelo Magnasco vasculharam os textos de Homero atrás de uma série de referências astronômicas para tentar recompor os céus da época e resolver uma série de questões de interpretação sobre o texto.
Uma das dúvidas era se a própria menção do personagem Teoclímeno a uma "escuridão funesta" era mesmo a um eclipse. Ele faz uma espécie de presságio sobre o massacre que seria cometido pelo rei Odisseu ao voltar da guerra de Tróia. Após viagem tumultuada que durou dez anos, o monarca chegou a Ítaca para encontrar um séquito de pretendentes cobiçando sua mulher, Penélope, e decidiu matar todos.
Apesar de a linguagem metafórica da "Odisséia" deixar margem para dúvidas, a tese do eclipse é reforçada pelo fato de Homero mencionar que a noite seguinte ao massacre fora de Lua Nova, uma pré-condição necessária a um eclipse solar.
Como eclipses totais são fenômenos relativamente raros --ocorrem em média a cada 370 anos para cada ponto da Terra-- não foi difícil escolher um como candidato: o de 1178 a.C., no oeste da Grécia, o mais próximo da data estimada da guerra de Tróia. Determinar o dia, porém, foi bem complicado.
Reposição óssea será
realidade em 5 anos
Fármaco desenvolvido na USP pode controlar processos de crescimento de tecidos [Título em duas linhas de 18 a 23 caracteres]
[Subtítulo de 70 a 80 caracteres]
da Folha de S.Paulo
Em três anos, numa visão otimista --ou cinco, na pessimista--, o Brasil terá seu primeiro biofármaco 100% nacional para reposição óssea. O desenvolvimento científico do produto é de responsabilidade do Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo). Os cientistas já têm um acordo com uma empresa brasileira, que será a responsável por dar escala comercial ao invento.
"O fato de o produto ser feito exclusivamente no Brasil vai diminuir os custos da aplicação para o Sistema Único de Saúde", explica Mari Cleide Sogayar, principal responsável pelo projeto. O grande salto evolutivo que o grupo conseguiu foi domar a superproteína BMP, que participa de vários processos de crescimento ósseo e de outros tecidos de mamíferos, desde o embrião até a fase adulta. "Ela é uma proteína bastante complexa", diz Sogayar.
Muito conhecidas e usadas nos EUA, duas versões da BMP, a tipo 2 e a tipo 7 (são 15 tipos no total) são identificadas pelos cientistas com a produção de crescimento ósseo. Soma-se a isso o fato de, desde os anos 1960, os pesquisadores já conhecerem os genes responsáveis pela síntese da BMP.
Com esses ingredientes todos dentro do laboratório, o caminho era conseguir, a partir de uma linhagem de células retiradas do ovário de um hamster, fazer com que a proteína fosse sintetizada.
"O grande desafio é conseguir uma quantidade importante de proteína e que ela tenha a atividade desejada", afirma Erik Halcsik, que também participa dos trabalhos na USP.
E o grupo, aparentemente, conseguiu. Os novos genes são colocados por meio de vetores (anéis de DNA nos quais os cientistas inserem os genes de interesse) dentro das células. Eles acabam sendo inseridos no genoma normal das estruturas celulares que, portanto, vão produzir a proteína desejada.
Após vários testes, que mostraram quais os ingredientes da receita de bolo precisavam ser mais bem trabalhados, o grupo da USP decidiu que tudo estava pronto. Os primeiros testes, então, foram feitos. E as pesquisas conseguiram promover o crescimento ósseo em camundongos. Foram seis anos de trabalho desde o início do projeto.
Celulares
deterioram
neurônios
Ratos expostos a radiação de celulares apresentaram maior mortalidade e perda de memória[Título em três linhas de 10 a 12 caracteres]
[Subtítulo de 70 a 80 caracteres]
da EFE (republicada no Estadão)
BRUXELAS - A taxa de mortalidade entre os ratos aumenta e sua memória se deteriora após longas exposições às ondas de radiação emitidas pelos telefones celulares, segundo a tese de doutorado do pesquisador belga Dirk Adang, cujos resultados são revelados nesta terça-feira, 24, pelo jornal Le Soir.
Adang defendeu ontem, na Universidade Católica de Louvain-La-Neuve, sua tese dedicada aos efeitos das ondas lançadas pelo aparelho na saúde de 124 ratos de laboratório.
Para seu estudo, expôs três grupos de ratos durante 18 meses (70% da média de vida dos roedores), por duas horas ao dia, a níveis diferentes de ondas, enquanto outros animais ficaram em um grupo de controle não exposto às ondas.
Nos três grupos de ratos expostos à radiação, as taxas de mortalidade alcançaram 48,4%, 58,1% e 61% - muito superiores aos 29% do grupo de controle.
Adang verificou também o impacto das ondas sobre a memória dos roedores e concluiu que uma longa exposição de 15 meses lhes causou "evidentes perdas de memória".
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que se espere até 2015 para avaliar o impacto das ondas de radiação no homem, já que o telefone celular surgiu com força em 1998, lembra o investigador.
Segundo o diretor da tese, o catedrático André Vander Vorst, "as normas atuais de radiação máxima na maior parte dos países europeus não são suficientemente rigorosas, exceto na Suíça e em Luxemburgo".
"Os outros países parecem estar esperando os resultados dos estudos de 2015", explica Vander Horst, que é a favor de normas mais rigorosas mesmo antes de ser provado que a radiação emitida por celulares é perigosa para a saúde.
O cientista diz que ficou impressionado com a amplitude dos resultados, mas reconhece que é necessário ser muito prudente na hora de transferir o resultado desta pesquisa para o ser humano, já que é preciso levar em consideração fatores como a morfologia, a pele e o relógio biológico, dentre outros.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
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